quarta-feira, fevereiro 08, 2006

O meu tio (III)

(Ainda o meu tio e a minha futura casa)
Escolhemos os arquitectos, são de Lisboa, desconhecidos para ele (facto que o preocupa) e fomos elaborando o projecto (e ainda estamos). Este foi entregue na câmara e até à data ele não o viu (o que lhe está a fazer uma certa confusão). Em conversa telefónica com ele:
ELE: “Olha, os arquitectos têm que colocar nas plantas a casa do vizinho”
EU:”Mas porque?”
ELE:”Então, por causa das janelas”
EU:”Quais janelas?”
ELE:”As janelas viradas para o vizinho?”
EU:”Mas eu não tenho janelas viradas para os vizinhos. São todas para a frente e para trás”
(o que não me faltam são “janelões” e pátios interiores, mas devido ao estilo da casa elas estão sempre viradas na mesma direcção)
O telefonema acaba aqui.


Passados uns minutos liga-me a minha mãe:
Mãe: “oh M. estive a falar com o teu tio e ele diz-me que a tua casa não tem janelas”



Frase desde então: “A casa até é gira, pena é não ter janelas”

5 comentários:

Šaяa disse...

Ahahahaha!!
Tas bem tramada... é o que é ;)

Catarina disse...

Que sufoco!!
Estou a imaginar, a minha família também se costuma meter demais onde não é chamada...

Cris disse...

Não conhecesse eu bem as duas peças! E tens razão, são os três iguais, o engraçado é que sendo iguais se dão os três tão bem.

Gi disse...

Lindo.
Janelas a mim não me faltam, mas para os outros também falta sempre qualquer coisa.
Algumas vamos dar por elas, a casa não é perfeita, mas outras nem vamos notar de certeza.

flores disse...

Era uma casa muito engraçada, não tinha portas, não tinha nada.

:-) Lembrei-me desta música