quinta-feira, abril 13, 2006

A

doença do meu avô, tornou-me numa gaja sensível, maricas e medricas.
Felizmente, tudo correu pelo melhor, mas se algum dos meus avós [ou os meus pais] dá um aí, lá estou eu a tremer que nem varas verdes e com os olhos carregados de lágrimas.
Todos os dias agradeço por tê-los comigo.
Sempre que posso, aproveito para lhes dizer e mostrar o quanto os amo e o quanto são importantes para mim.


[Ontem depois de saber da morte do avô de um amigo, chorei. Chorei com medo de um dia passar pelo mesmo que ele está a passar agora]

7 comentários:

flores disse...

eu tb tenhio tt mado desse sofrimento. tt, tt.

flores disse...

medo, claro

tulipa_negra disse...

acabei de ler o teu post e fiquei logo toda arrepiada! também sou hiper-sensível e emociono-me por tudo e por nada... nem quero imaginar como será perder alguém que amamos profundamente
bjs

Xana disse...

1º Não te imagino a referires-te a ti própria como gaja. Não combina, menina M.

2º É natural. Estas coisas deixam-nos de sobreaviso.

Beijo!

Luís disse...

"sempre que posso, aproveito para lhes dizer e mostrar o quanto os amo e o quanto são importantes para mim"

Não posso aqui explicar o porquê, mas posso dizer que esta tua frase tem em si uma das coisas que muito triste me deixa quando penso nesta questão dos pais. Tão somente porque por questões monetárias se viram obrigados a ir trabalhar para o estrangeiro qd eu tinha apenas 6 anos. Hoje somos quase estranhos e basta ler o meu blogue pa saber imcomparavelmente mais de mim que eles os dois juntos! Claro que os amo e claro que eles me amam a mim, mas ninguem tem jeito nem intimidade para demonstrar sentimentos. Doi muito saber que os vou perder sem lhes dizer o que tu fazes tão frequentemente.

Desculpa este desabafo, é a tua casa e é para os TEUS desabafos. Mas não resisti, fico sempre assim qd leio sobre relações pais filhos

Jasmim disse...

Pois... Percebo. Ou percebi, quando já era tarde demais!

Šonђo Ažu£ disse...

Eu já perdi os meus avós e parte da alegria de viver que tinha, eles levaram-na com eles. Os meus avós maternos eram sem dúvida os meus segundos pais e ajudaram a criar-me. Parte do que sou hoje agradeço a eles.
Ainda hoje agradeço, peço ajuda, porque mesmo do céu, sei que me protegem e olham por mim.

Beijos